top of page
michelangelo-adam-god-close-up.jpg_width=1200&quality=55.jpg

A História da Criação

            No início não havia nada e então o universo começou sua expansão, caótica e desordenada. Assim surgiu O Vazio, o primeiro deus primordial, lançando todo o seu caos no Espaço, e como uma resposta quase instantânea, surgiu A Radiância, ambos separados por uma fração de algo chamado Tempo. A Radiância, então, passou a tentar forçar sua ordem em cada pequena porção do universo, criando as forças que regem a realidade desde então, assim como a matéria, feita a partir da ordem dos átomos. 

            Dos deuses primordiais, surgiram os deuses ancestrais, duas crias do Vazio; Zaneli, o Tempo e Zai, o Espaço, tocados pela ordem d’A Radiância e duas crias da Radiância,  Alune, a Força e Mhaka, a Matéria, ambos tocados pelo caos d’OVazio. 

            Os deuses ancestrais contemplaram suas criações em grande adoração, e, mantendo a ordem daquilo que regiam, deixaram-se levar pelo desejo do caos, da sede do provar. Permitiram-se interagir com aspectos dos mundos, conceitos que permeiam toda coisa viva ou não, aquilo que veio depois de seus conceitos. O poder e a magia presentes em tais divindades era, e ainda é, tamanho que o mais breve toque de seus corpos em coisas, aspectos e matérias do mundo criava outros deuses. Da curiosidade de Zaneli pela da sabedoria surgiu Faelor, o Digno. Zai tocou  o céu, e do azul profundo foi feito Ag'vroi, o criador de montanhas. Alune, a Força, perdeu-se na imensidão da  natureza, e dos bosques mais sagrados surgiu Fey, a Luz. Mhaka apertou a terra entre os dedos dos pés, e do subterrâneo surgiu Vestri, a Implacável.  Os quatro foram chamados de Deidades Notáveis graças as suas criações. 

            As deidades notáveis descobriram e experimentaram o mundo. Seus poderes, ainda que grandiosos, não eram como os de seus pais. Seus toques criaram seres incríveis, que habitaram a terra e construíram as primeiras civilizações. Faelor deixou os dedos deslizarem pelas nuvens e na palma de sua mão surgiu o primeiro elfo, cujos filhos e os filhos dos filhos espalharam a linhagem. Ag’Vroi segurou um raio e o lançou contra uma montanha, fazendo surgir o primeiro gigante, que perpetuou sua linhagem. Fey divertiu-se correndo na chuva enquanto a lama formava-se em seus pés, e pisando nos mesmos lugares que ela surgiu a primeira fada. Vestri escalou um imenso vulcão, e do pedregulho que caiu na lava surgiu o primeiro anão. 

            Diante de tamanha maravilha, a Radiância, desejando conseguir manter a ordem de toda a criação, moldou os Celestiais e os enviou para a terra a fim de impor a razão em tudo e guiar as espécies que dominaram as terras por seus caminhos. O Vazio, em resposta, criou os bestiais, no intuito de espalhar o caos. A criação do vazio, contudo, não superou os celestiais que, mais minuciosos e astutos, usaram da bestialidade da maior parte dos bestiaiscomo benefício, fazendo-os lutar contra outras raças e vilarejos, espalhando ainda mais a ordem e o hábito de caça aos bestiais. O Vazio, num último esforço, criou os seres humanos, dando a eles capacidades mágicas para encontrar e combater celestiais, além do instinto nato  de caça contra esta espécie. A criação, contudo, havia tomado muito de seu poder e assim o Vazio adormeceu e a humanidade logo passou a criar sua própria civilização. 

            Eras se passaram até que os humanos se estabelecessem, e, livres para provar do mundo, passaram a adorar seus aspectos e beber da magia que permeia a própria existência. Dessa adoração surgiram as deidades, deuses que existem a partir da crença humana. Apolo, Rá, Odin, todos são criados, e todos são reais. A fé os alimenta, mas também os enfraquece quando esquecidos, até que deixem o plano físico para existir apenas no etéreo, onde governam seus aspectos, interagindo pela eternidade com aqueles cuja magia pode senti-los. 

            Estabelecidos, os humanos passam a fazer o que foram feitos para: caçar celestiais. Os celestiais, contudo, não se mostram um problema para os humanos, deixando-os sempre em paz enquanto os bestiais os atacam e destroem. Com cada vez mais lutas, os celestiais intervêm, ajudando a humanidade contra tais feras. Dessa imagem surgem os anjos e demônios, e deles surge Deus. Os celestiais espalham sua palavra para o mundo, criando as religiões cristãs e expurgando tudo aquilo que não é bom e que não é divino. A humanidade passa a recusar a própria magia, que, com o passar dos séculos adormece dentro deles, então, tudo o que é mágico passa a ser visto como impuro, e assim começa a caça às outras espécies. 

            Com o passar dos séculos os seres mágicos começam a se distanciar da humanidade e a própria magia cria refúgios, miragens, ilusões para que não seja vista, perpetuando escondida. Anões, elfos, fadas e gigantes já não mostram suas verdadeiras faces perante os humanos, e qualquer ser ou magia que surja diante da humanidade é expurgada pelo Vaticano, assim como aquele que testemunhou tal impureza.  Relatos começaram, então, a surgir. Chupa-cabra, ovnis e criaturas jamais imaginadas tornam-se lendas urbanas quando, na verdade, nada são além de artifícios da mente humana para negar a magia. 

            Escondidas, as outras raças continuaram a cultivar seus costumes e religiões, alguns misturados com a sociedade humana, sempre a espreita, fugindo daqueles que poderiam pressentir suas presenças, outros completamente alienados sobre a humanidade, firmes em suas origens. Agora, contudo, a magia parece estar num decaimento fatal. Seres antigos estão desaparecendo e as energias, puras e  mais que divinas, estão se esgotando para aqueles que as podem manipular. É chegado o momento de fazer a magia reacender. 

novo-logotipo-do-twitter-x-2023-download-do-vetor-oficial-do-logotipo-do-twitter-x_691560-
icon_edited.png
Todo o conteúdo disponível foi criado exclusivamente para o RPG "As Crônicas de Göttlich", inspirado em diversas obras, mitologias e crenças e não possui fins lucrativos.
bottom of page